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  Edição nº 10
Agosto 2008

Ambiente em destaque

Confira os resumos de duas palestras do Congresso que acontece simultaneamente ao LATINCOAT/ Adhesives Latin America, feira que será realizada de 23 a 25 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Para se inscrever, acesse http://www.latincoat.com.br/inscricao.asp

Evento: Latincoat
Empresa:
Makeni Chemicals
Título:
Linha Oxi-Cure® - Coalescentes e Polióis Naturais utilizados na fabricação de tintas e resinas
Palestrante:
Nixon Sakazaki, gerente de mercado

A linha Oxi-Cure (Agente Coalescente Reativo) agrega produtos de origem vegetal com aprovação ambiental. São produtos derivados da glicerina de fabricação nacional utilizados como alternativa de substituição aos derivados do petróleo. Oxi-Cure® 1000 é um coalescente vegetal utilizado para a fabricação de tintas, especialmente imobiliárias, e na fabricação de resinas acrílicas e outras. Ele é totalmente VOC free, não evapora, oxida e reticula com o tempo, incrementando a resistência da tinta.

 
     
 

Descrição:
• Éster Parcial de Glicóis & Ácidos Graxos de Óleos Vegetais.
• Plastifica as partículas de látex, permitindo que elas fluam juntas e formem um filme contínuo.
• Pode ser utilizado em emulsões mais duras.
• Oxida e reticula com a tinta.

Características e benefícios:
• Reage com a tinta ao invés de evaporar para a atmosfera.
• Não amarela.
• Derivado de fonte natural, baixo odor e seguro.
• Zero emissão de compostos orgânicos voláteis (VOC).
• Reduz a temperatura mínima de formação de filme da tinta (TMFF).
• Alto ponto de fulgor.
• Fácil de utilizar, desenvolvido para atender todos os tipos de formulações de tintas látex.
• Não é solúvel em água.
• Aumenta a performance da tinta.

Outros produtos da linha Oxi-Cure para linha de Alquídicas: Oxi-Cure 510 Poliol Natural no lugar do TMP (Trimetilolpropano) e Oxi-Cure 520 Poliol Natural no lugar do PE (Pentaeritritol). Eles aceleram a secagem e mantêm a dureza do filme. Poderão substituir parcial ou totalmente o PE (520) e TMP (510). São produtos líquidos, de fácil manuseio e dispersão em óleo vegetal.

A distribuição no mercado interno é fruto do acordo entre a Makeni Chemicals e a Cargill que, além de oferecer a linha Oxi Cure® 1000, disponibiliza também óleos vegetais (soja, milho, canola, girassol, coco, etc), agentes de coalescência vegetal, glicerina, lecitina de soja e outra grande novidade: os polióis de base vegetal, em substituição aos polióis tradicionais utilizados na fabricação de resinas.

Evento: Latincoat
Empresa: Petrotan
Título: Evolução da preocupação ambiental
Palestrante: Vanessa Siqueira, empresária

Evolução da preocupação ambiental
A palestra proposta pela Petrotan tem como objetivo relacionar a preocupação ambiental com a atividade de recuperação de embalagens.
A apresentação será dividida em três etapas, sendo inicialmente abordado o histórico da evolução da preocupação ambiental, desde a década de 60 até os dias atuais, passando pela evolução da legislação ambiental no Brasil. No encerramento da palestra, será realizada uma apresentação do processo de recuperação de embalagens desenvolvido pela Petrotan e os benefícios para o meio ambiente.

Em curto espaço de tempo, a noção de mercados e recursos ilimitados da década de 60 revelou-se equivocada, porque ficou evidente que o contexto de atuação das empresas tornava-se cada dia mais complexo e que o processo decisório sofreria restrições cada vez mais severas. Um dos motivos dessa mudança no modo de pensar foi o crescimento da consciência ecológica na sociedade, no governo e nas próprias empresas, que passaram a incorporar essa orientação em suas estratégias.

Nas décadas de 1970 e 1980, os desastres ambientais de Seveso, Bhopal e Chernobyl provocaram um dramático crescimento da conscientização ambiental em toda a Europa, a que se seguiu um crescimento igualmente dramático nos Estados Unidos, onde o vazamento de petróleo do Valdez provocou intensa comoção popular.

A partir da década de 80, difundiu-se rapidamente em muitos países europeus a consciência de que os danos "cotidianos" ao ambiente poderiam ser substancialmente reduzidos por meio de práticas de negócios ecologicamente corretas. Antes dos anos 80, a proteção ambiental era vista como uma questão marginal, custosa e muito indesejável, a ser evitada; em geral, seus opositores argumentavam que ela diminuía a vantagem competitiva da empresa.

Ainda na década de 80, a globalização se acelera devido à queda dos preços do petróleo e das commodities e a concomitante ascensão do capital como motor do crescimento econômico (Maimon, 1995). Nesta época, possuir insumos baratos deixa de ser o bastante para ser competitivo, o ideal é usá-los produtivamente. Neste ambiente, as organizações são obrigadas a reavaliar suas estratégias, e é introduzida gradualmente na gestão dos negócios a dimensão ecológica.

No dia 3 de junho de 1992, começava a maior reunião planetária sobre o meio ambiente e desenvolvimento econômico já realizada pela humanidade: a ECO-92. Pela primeira vez, estadistas e representantes de organizações não-governamentais, a voz da sociedade civil, reuniam-se para discutir o futuro do planeta.

Atualmente, o gerenciamento do meio ambiente pode ser entendido como uma expansão do conceito de gestão da qualidade, uma vez que zela por uma produção com qualidade dos produtos e dos processos, sem desperdícios, com um melhor aproveitamento dos recursos e consciência da finitude destes, entre outros, ou seja, uma percepção ampliada do antigo conceito de qualidade.

Um breve histórico da evolução da legislação ambiental brasileira
No Brasil, assim como em vários outros países, a legislação ambiental surgiu como resultado do movimento ambientalista que se formou no cenário internacional no final dos anos 60 e início dos anos 70, principalmente a partir da Conferência das Nações Unidas em Estocolmo, em 1972.
Nesse contexto, foi editada a Lei nº 6.938/81, que instituiu a Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA).

Em 1988, a proteção do meio ambiente foi alçada ao nível constitucional. A Constituição Federal dispôs amplamente sobre a matéria, dedicando-lhe inclusive um de seus capítulos. O meio ambiente foi expressamente reconhecido como um “bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”.

Em 1998, foi editada a lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), considerada um dos grandes marcos na legislação ambiental no país. A Lei 9.605/98 marca um importante avanço do Direito Ambiental no Brasil na direção da proteção eficaz de nossos recursos ambientais.

O Brasil possui uma das mais modernas legislações ambientais do mundo. Nos últimos 20 anos, foram criadas normas que regulamentaram praticamente todos os demais setores industriais (petróleo e gás, energia, recursos hídricos, biodiversidade, unidades de conservação e florestas, poluição atmosférica, etc).

A recuperação de embalagens e o meio ambiente
Atuar na recuperação de embalagens, como faz a Petrotan, vem ao encontro das necessidades modernas mundiais. Nossos processos de recuperação são constantemente inspecionados e aferidos, buscando sempre a qualidade de nossos produtos, aliado com o desenvolvimento sustentável. Nesta fase da palestra, serão apresentados os processos de recuperação de embalagens metálicas, lavagem e queima, bem como os benefícios ao meio ambiente advindo desta prática.